14 de janeiro de 2010
sou
mulher como gaia,
apaixonada como zeus,
ciumenta como hera,
louca como dionísio e
mortal como qualquer ninfa.
29 de setembro de 2008
Nova Doença Nova
Tenho medo, sabe, já sofri com isso antes, com... essa antes. Essa não, ela, porque essa parece qualquer uma e isso ela não é. Qualquer uma não te deixa entregue depois de um beijo apenas.
Tenho medo, diferente dos dela, dos que acredito que tenha. Num dia mulher do poétinha, noutro poétinha da mulher. Ainda noutro vira distração dum dia inteiro, assunto vindo do nada em conversações, músicas ouvidas o dia todo.
Completamente entregue entrego-a a decisão, e entrego a mim advertência:
Não se porte como tola, pelamordedeus.espero que não vire uma suspensão.
14 de fevereiro de 2008
De Outra
viajando a vida pelado
pensei no teu namorado
mas não tem nada a ver
mas não tem nada a ver"
da Anets
[não sei se é bem assim]
15 de novembro de 2007
Hjeo psosof
Eis que assim, o pingüim aipim, cuspiu em mim,
-ahhhh, pobre pingüim, morreu de malaria nas ilhas caimã!
Nunca mais comerás rã, assim disse sua irmã,
O irmão que brincava no cipó, correu e chorou como um orobó
Porem, o mágico montanhês, não sentira-se só
‘Só ou sóbrio? Disse o macaco Bióbrido
O caminho me leva à luz,disse o cão anduluz
‘Estudas no vera cruz? Perguntaram a girafa e o avestruz
Todos choravam pelo pingüim aipim
Uma luz roxa envadiu todos eles. Ela comia devagar os órgãoa deles.
Hjeo psoso
18 de outubro de 2007
Tomara
17 de outubro de 2007
À melhor do mundo
30 de agosto de 2007
Doença Nova
Dá uma fome mas não quero comer,
e sem metáforas por aqui,
fome real sem vontade real de comer.
Fico passando meio mal
na linha entre o abismo da euforia e da obseção.
Em tempos desses andar
com um sorriso na cara pela rua é doença.
Vou sair por aí gritando
quase como os cegos de Saramago
"Apaixonei-me"
10 de julho de 2007
Rei da Rua
Vivia sozinho no mundo
pensando no comum
no fundo
-----
Solitário, ninguém a sua volta,
andava pela rua sozinho
se sentindo Rei.
Era Rei do inanimado,
mas ao menos rei ele era.
-----
Mandava e desmandava em seu mundo,
tinha poder, logo se via.
Poder sem arrogancia, deve-se dizer,
mas com pitadas de um orgulho bom.
Alguns do mundo comum
criticavam, cutucavam,
mas digo que era pura inveja
de como bastáva-se.
-----
Não desgostava dos homens,
nem, tampouco, das mulheres,
apenas gostava mais dos animais,
das flores, das árvores, da rua vazia.
Com essas ria, cantava p`ra elas
e nelas se deitava se cansasse.
Era pleno seu mundo,
era pleno em seu mundo.
26 de junho de 2007
Prosa escrita durante muito tempo, possivelmente a mais editada que já fiz, foram 5 versões diferentes até ela. Talvez romântica de mais mas veio de dentro, isso posso garantir.
Casa na Árvore
Nossa casa será toda de madeira. Uma porta de vidro, de correr, dividirá a sala de uma grande varanda com vista para o rio que corre e vai polindo as pedras e o nosso humor. Terão futtons no chão e almofadas espalhadas por eles. Ao lado terão nossos livros empilhados, meio bagunçados mesmo. Terá também uma rede grande para dois. Do outro lado da casa, a cozinha terá uma porta com outra varanda do outro lado dela. Essa em forma de “L” e com vista para a cachoeira, a trilha meio escondida por entre as árvores e a pedra onde nos sentaremos, às vezes, para tardes enfumaçadas. Terá uma bancada no parapeito com duas cadeiras de madeira clara. Terão sinos de vento pela casa toda.
O vento, com sua voz suave, terna e singela, virá nos acordar, fazendo badalar todos os sinos, em nossa cama, entrando pela janela grande entre aberta e húmido pela companhia do orvalho da manhã, seu como meu brinde meu. Nós, acordados e, a essa altura, também húmidos, desceremos a escada a esquerda da porta da cozinha, na parte menor do “L” da varanda, indo para a cachoeira, a alguns passos dali, tomar nosso banho ao som da água batendo e do canto dos pássaros, juntos.
Ao voltar, sentados no deck com os pés pra baixo, a balançar, já secos pelo calor e pela brisa da manhã, tomaremos nosso café da manhã de sucos, frutas, leite e o que mais desejarmos. Depois, esparramados pelos futtons e almofadas, nos entregaremos a nossas leituras trocadas. Leituras de Drummond, Fernando Pessoa, Verissimo, Jorge Amado, Neruda...
Dali a algumas horas, quando a fome vier fazer roncar nossos estômagos ou o desejo vier fazer-nos salivar, prepararei sushis e sashimis de peixes do rio, comprados na peixaria da pequena vila a mil metros de casa.
Estômagos calados, deitados na rede, tiraremos nosso cochilo vespertino, ao som de alguma música que eu cante, sorrindo, como sempre. Cairemos no sono embalados pelo cheiro das rosas rosas das roseiras e dos brancos jasmins dos jasmineiros.
Com a tarde a cair o frio virá, mas o calor de nossos corpos nos basta. Entregues ao sono, sonharemos. Mas sonharemos com que? Sonharei com você porque, mesmo tendo meu brinde ao meu lado, nunca me cansarei de sonhar-te.
Acordaremos antes do anoitecer só pra ver o sol se pôr por de traz da das árvores que margeiam o rio. Não conseguirei olhar o sol, a não ser pelos teus óculos escuros e pelo laranja de teu sorriso. Seus olhos, por traz dos óculos, às vezes olharão os meus meio bobos com o laranja dos teus. Eles te observarão, por traz das lentes verdes, alaranjadas, até que as estrelas venham nos cobrir.
À lua cheia conversaremos, dos assuntos mais bobos à literatura, musica e à discussões políticas.. Conversaremos cobertos pelas estrelas e pela lua plena. Conversas envoltas pela nuvem de fumaça solta por nós dois, sentados nos futtons aos pés do grande narguilê, grande responsável pela fumaça e pelo gosto de maçã em nossas bocas. Gosto do fruto proibido, como diz você.
Conversas e conversas depois entraremos em casa para comer de novo – por pura gula. A comida será regada à vinho. Uma garrafa, talvez, ou mais. Depois de algumas taças e eu com as bochechas doendo de tanto rir e sorrir, voltaremos lá pra fora, para observar as estrelas e São Jorge na lua com seu dragão, em plena batalha, como a lua plena.
Nós, dispersos com as conversas, as risadas, os olhares e os sorrisos, esqueceremos do tempo, perderemos a noção da existência desse imperdoável justiceiro chamado tempo. Então, o toque de recolher será dado pelo rouxinol, galanteador irremediável, que – tentando conquistar a bela andorinha – cantará o canto da mais linda melodia.
Nós, já deitados sob o teto transparente de nosso quarto, sobre nossa cama, dormiremos como que anjos em suas nuvens macias de algodão, sob a proteção plena da lua plenamente cheia e das estrelas à nos observar.
Nossos sonhos serão leves e em tons pastéis ou intensos e excitantes em cores quentes. Felizes seremos, juntos. Seu presente e meu brinde. Juntos.
31 de maio de 2007
Frases soltas
senhorita Aguiar
'Não há nem lagrimas para chorar'
senhor X
'Me lamba!'
senhorita Cabrita
frases de amigos amados. que um dia usarei para mim.
Sorrisos
- tem prestado mais atenção nelas
- e você tem toda a culpa
pq eu não gosto de caraminholas!
30 de maio de 2007
Bofetão
desses de caíres ao chão
e a ti não sobrarão
dos braços nem a mão.
ps.: Bobo, bobo, bobo, bobo! Feito no carro, com sinusite!
Rosas
pousa em minhas mãos
que são dessas de roseiras.
Mas não florecem
não são bonitas,
mas tem espinhos.
Não temas. Juro
que cuidarei de tuas asas
fico assim, paradinha,
adimirando-a, ouvindo
o bater suave de tuas asas.
Mas tens que cuidar
do meu coração
ou, ele também,
criará espinhos.
Se cuidares destas roseiras,
de galhos negros feito teu corpo,
rosas laranjas como tuas asas nelas nascerão.
Cuides bem delas, por favor,
quero ter em minhas mãos
flores, cores,
dessas de desabrochar
os mais puros amores.
Se tornarão uma coisa só
as rosas e tu, borboleta.
Mede e Adiciona
os centímetros cúbicos
de lágrimas que
derramarei em minha vida?
Quantos decibéites será
que tem minha gargalhada,
que tem o bater do meu coração?
Será que bate no ritmo de um tambor?
A quantos quilômetros por hora
será que corre o sangue em minhas veias?
Quantas serão
as pessoas que passarão
em minha vida?
Quanto por cento será
que cada uma deixará em mim?
Quanto por cento
levarão de mim?
Quantos ‘freuds’
de nervosismo será que
meu cérebro aguentará?
Quantos ‘sbirligs’
de alegria será que
meu sorriso agüenta?
Será que um cientista russoinventará um modo
de medir a minha saudade?
Mas russo não tem saudade,
só ‘sente falta’.
Além do mais
a falta que te sinto
é imensurável.
Nem centímetros cúbicos,
nem decibéites,
nem quilômetros por hora
poderão medi-la.Quanto menos ‘freuds ou ‘sbirlugs’!
À Melhor do Mundo
se precisar de alguém para abraçar
e chorar num banheiro sujo,
estarei aqui.
Se quiser ficar sozinha,
te ponho a mão no ombro
‘to sentada logo alí’ e fico à postos,
esperando qualquer suspiro mais longo,
qualquer projeto de meia palavra pra chegar mais perto.
Sempre que precisar,
para cigarros à meia noite
ou risadas em meio ao parque
envoltas de amor, de humor, de rumores.
Pra contar aventuras sexuais
pra compartilhar todo tipo de aventuras.
Para deslises laranjas ao pôr-do-sol,
ou fumaça e linguas azuis a aurora cinza da cidade.
Estou e estarei aqui sempre.
Se gritares, eu corro. Mas se corro!
Corro, apenas para ouvir-te
'Comi lavage dos porco e lembrei de você, Pork’
Te amo, e sei que é pra sempre,
sei que é amor pra reclamar do marido,
amor pra reclamar dos adolecentes da casa,
amor pra se orgulhar dos netos,
amor..., amor pra dar o ultimo suspiro de vida aflita juntas.
Te digo,
obrigada.
26 de maio de 2007
Desabafo
Amor,
não sei se ainda posso te chamar assim mas tenho coisas a lhe dizer. Não quero deixar nosso trato de lado e parar de lhe contar a verdade, então, devo lhe confessar que estive pensando em você. Peguei-me ouvindo aquela nossa música e escrevendo, quase que automaticamente, num desenho, "saudade". Foi bom eu ter me desprendido de você mas, ao mesmo tempo, o que eu mais queria era estar junto à você e com você só pra mim. Porque, mesmo com todos os outros, você sempre foi o principal, o primeiro. Eu deixara os outros na palma de minha mão, mas você, que eu não conseguia fazer apaixonar, me tinha nas mãos, nos ombros, no pescoço, nas pernas e nos cabelos. Se estalasse os dedos eu ia correndo mas, - como diria Lisbela - coroada como uma rainha. Sinto que tua boca nunca foi minha, você nunca foi meu de verdade. Era naqueles momentos rápidos, intensos e excitantes, maravilhosos, devo dizer. Parece que fui só uma aventura que acabou, você simplesmente se cansou do brinquedo que não era mais novidade.
Eu queria ouvir isso da tua boca, queria que você me machucasse de verdade para eu ver que estou certa, e quebrar o CD, rasgar as cartas e apagar os e-mails.
Vem, me fala a verdade que meu coração precisa de uma dor definitiva, não essa tortura que me consome, pouco a pouco. Preciso matar essa esperança e passar a borracha na memória. Vem! Me diz toda tua verdade!
Um murro na cara ,
da que um dia foi Tua.
' Pós-fácio ': Escrita em 15 minutos, sem quase nenhuma edição. Uma palavra aqui ou alí foram colocadas ou melhoradas, mas a essencia vem de dentro. Ela é como uma recaida de uma gripe, uma doença salgada à lágrimas. Recaida do vício de uma droga muito forte, muito forte.
Salgado à Lágrimas
..Esse texto é uma conversa organizada, mediada por mim, entre minhas facetas. Escrevi-o para mim mas tenho dó de restringi-lo. Deixo que o mundo (por puro exagero meu) o conheça.
Salgado à Lágrimas
......Hoje à tarde me aconteceu algo extremamente estranho. Um aperto, como algo engasgado na garganta, algo que não saia, como uma ânsia. Sinto-a voltando só de pensar nisso de novo e mais uma vez. Devo dizer que não sou do tipo de pessoa que esconde sentimentos ou ao menos não tenho vergonha de chorar, até choro de mais, ás vezes. Por algum motivo não consegui. Precisei de um ombro pra conseguir chorar algumas lágrimas, pouquíssimas se comparadas com o tamanho dessa ânsia, elas não me serviram de nada.
......Sinto-me completamente infantil agora, com esse anseio desesperado por carinho, por amor, por amante. Meu alter-ego, ou uma de minhas facetas, vem à tona, toma conta de mim. Ela é uma menina ainda, inocente, que não desistiu do amor por não saber os efeitos colaterais, a longo prazo, dessa droga Ainda não passaram os efeitos, a viagem ainda não passou. Ou passou e ela não quer acreditar.
......Palavras dizem pouco, eu sei disso, mas essa lágrima que acaba de percorrer as curvas de meu rosto diz muito. Uma lágrima sozinha, que veio num piscar de olhos cheios d’água. Caiu pelo canto interno do meu olho direito. Desceu pelo meu nariz e parou na argola que tenho nele. Acaba de cair nessa folha de papel, salgando-a à lágrima.
Ana.mne.se – s.f. na filosofia platônica, rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica.
( Sem Título )
Laranja (,) Rosa
...Anteontem estava sentada na rede da fazenda, depois de nadar a tarde toda com uma roupa apertada de neoprene nada melhor do que um descanso na rede, subi no redário que ficava numa parte mais alta da fazenda, as redes eram de couro artesanal e pareciam redes de janela, com aqueles losangos. Deitei em uma delas, virada de costas para onde estavam todos, sozinha, virada de frente para o pôr-do-sol. A paisagem não me lembro bem, mas sei que não era mais verde, era laranja. Eu também a essa altura era laranja
Laranja, Rosa
Laranja Rosa
Rosa, Laranja
Rosa Laranja